DECISÕES e ESCOLHAS


Acabei de chegar do cinema. Assisti “Biutiful” um filme visceral, escancara a realidade. Num determinado momento da história o personagem principal questiona a própria moralidade e emoções, e talvez suas escolhas. Daí meu desejo de refletir e escrever sobre nossas escolhas e decisões.
            A vida é como uma estrada. Há estradas longas e curtas, há estradas lisas e rugosas; caminhos tortos e direitos. Os caminhos da vida são feitos de decisões e escolhas. Assim, o que cada um de nós é hoje, seja na sua vida profissional, seja na sua vida pessoal, é conseqüência destas escolhas e das ações adotadas para efetivá-las. Algumas são essenciais e importam decisões sobre nossa religião ou nosso papel social. Outras são operacionais, como a roupa que vamos vestir hoje para ir trabalhar.
            Tal como em qualquer estrada, existem curvas, desvios e cruzamentos na vida. Talvez o caminho mais desconcertante que irá encontrar seja um cruzamento. Com vários caminhos para escolher e com conhecimento limitado sobre qual será o destino final, qual é a estrada que vai seguir? Qual é a garantia de que iríamos escolher o caminho certo? Seguir por qualquer estrada, ou simplesmente ficar onde está: num cruzamento.
            Não há certezas, nem garantias na escolha de sua estrada, e esta é uma das coisas mais importantes que precisamos para entender sobre as decisões na vida. Ninguém disse que fazer as coisas certas irá sempre levá-lo para a felicidade. Amar alguém com todo seu coração não garante que essa pessoa o ame. Ganhar fama e fortuna não garante felicidade.
            Há muitos resultados possíveis, que realmente não podemos controlar. A única coisa que temos é o poder sobre as decisões do que fazer, e como agir e reagir em situações diferentes.
As decisões erradas estão sempre na aprendizagem
             Se tivesse sabido que estava a tomar uma decisão errada, teria continuado? Talvez não, porque teria que escolher um caminho certo quando sabe que iria ficar perdido? Por que tomar uma decisão certa, se sabia desde o início que não é o caminho certo. Depois de tomada uma decisão e refletir sobre ela é que se percebe sua solidez, e consequências de sua escolha se  foram boas ou não.
Assumir o risco: Decidir! 
            Como a vida não oferece nenhuma garantia, não sabemos se uma decisão será errada até que tenhamos efetivado a ação, então cabe assumir o risco e decidir.
            Decidir é definitivamente melhor do que manter-se no limbo, e carregar aquele sentimento de “se eu tivesse feito”, “se eu tivesse falado”, “se eu tivesse pensado” ou ainda “se eu pudesse mudar todas as decisões que tive até hoje. Embora seja verdade que uma estrada errada pode deixá-lo perdido, esse caminho poderia ser uma oportunidade para uma aventura, aliás, até descobrir mais estradas. É tudo uma questão de perspectiva. Tem de escolher entre ser um viajante perdido ou um turista acidental da vida.
 "A filosofia de uma pessoa não é melhor expressa em palavras; ela é expressa pelas escolhas que a pessoa faz. A longo prazo, moldamos nossas vidas e moldamos a nós mesmos. O processo nunca termina até que morramos. E, as escolhas que fizemos são, no final das contas, nossa própria responsabilidade." (Eleanor Roosevelt)
Verdade seja dita: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino tem pouco a ver com isso.

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