A pedagogia precisa ser a da atitude.

Chego aos 50 com aquela sensação de que há menos tempo pela frente do que já vivi pra trás. Parece mórbido, mas é uma constatação lógica. Em minha família (por parte de mãe e de pai) a longevidade nunca foi um determinismo genético.
Não chega a ser um tormento para quem se diz espírita (portanto, ciente da imortalidade da alma) mas sou portador de uma saudável inquietação: não importa o tempo de vida por aqui, mas a qualidade do emprego desse tempo em favor das causas nas quais acredito.
O tempo, esse recurso natural não renovável, é o bem mais precioso do universo. "Tempo Rei", diz o mestre Gil, que transformou em música o delicado alerta para quem malbarata aquilo que se esvai sem reposição possível.Cada tempo traz o seu desafio peculiar.Os desafios do nosso tempo não tem precedentes, e por isso mesmo, não admitem hesitação ou indiferença. Não há existência sem função no universo. "Eu sou apenas uma célula, uma pequenina célula que procura ser útil na fidelidade da função", ensinou Câmara Cascudo.
A utopia é a de um mundo melhor e mais justo. 
A pedagogia precisa ser a da atitude.E o norte magnético da bússola sempre apontando para a consciência, onde reside o fiel da balança.
Sejamos os senhores do tempo, e que ele sempre seja suficiente para tudo aquilo que precisamos fazer aqui.
André Trigueiro 

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