O TEMPO


O tempo é um elixir miraculoso, acalma todas as dores. Invisível
bisturi, sara todas as feridas, refazendo os tecidos do corpo e da
alma.

Com o tempo erramos, com ele retificamos.

O tempo é um rio tranquilo, que tudo sofre ou consente. Mas devolve
tudo aquilo que se lhe atira a corrente.

O tempo não volta atrás.

O tempo, como o solo, nos retribui exatamente com o que plantamos, em
milagrosa multiplicação.

O tempo é um patrimônio sagrado que ninguém malbarata sem graves reparações.

O tempo é um conjunto de leis que não podemos ludibriar.

 O tempo é um empréstimo de Deus. Com ele erramos, com ele retificamos.

O tempo é o campo sublime, que não devemos menosprezar.

O tempo, na Terra, é uma bênção emprestada.

O tempo é o mais valioso calmante das provações.

O tempo é o químico milagroso da Eterna Sabedoria, que nos governa os destinos.

Se o tempo traz a velhice, é também o portador da sabedoria.
Além disso, só ele consegue aliviar a dor de quem fica, quando a morte
lhe leva um ente querido.

O tempo é inexorável enxugador de lágrimas.

O tempo é amigo do homem que raramente aceita e reconhece essa amizade.

O tempo é o mais valioso calmante das provações.

É a  sublimação do santo, a beleza do herói, a grandeza do sábio, a 
crueldade do malfeitor, a angústia do penitente e a provação do
companheiro que preferiu acomodar-se nas trevas.

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